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Gerente da FloGrappling aponta que economia do UFC BJJ «não fecha a conta»
Notícia · UFC BJJ

Gerente da FloGrappling aponta que economia do UFC BJJ «não fecha a conta»

Redação AlohaBJJ · Edição: Lucas Percegoni RochaPublicado em 10 out 20262 min de leitura

A economia do grappling profissional enfrenta um cenário desafiador de sustentabilidade financeira, e o modelo de grandes organizações tem sido colocado em xeque por figuras importantes do setor. Segundo Ben Kovacs, gerente geral da FloGrappling, eventos de grande porte como o UFC BJJ operam atualmente no prejuízo, refletindo uma conta que simplesmente «não fecha».

A disparidade entre custos de produção e demanda do público

Em participação no podcast 'The Ageless Warrior Lab', apresentado por Dave Meyer, Kovacs analisou os desafios econômicos enfrentados pelas principais ligas da modalidade. Para o executivo, o mercado sofre com uma desconexão entre as expectativas salariais dos atletas e o real interesse do público geral pelo Jiu-Jitsu competitivo.

Kovacs argumentou que os eventos precisam ser encurtados, apontando que grande parte da audiência consome apenas lutas específicas de alto apelo e combates com apostas elevadas. Ao comparar diferentes modelos de negócio, ele citou promoções que conseguem manter custos controlados de venues e dependem de atletas engajados na venda de ingressos, enquanto ligas maiores esbarram em premiações e cachês insustentáveis.

O impacto dos cachês e o precedente de Gordon Ryan

Um dos pontos centrais abordados pelo dirigente foi a inflação nos valores exigidos por atletas de elite para competir. Kovacs relembrou negociações passadas para eventos do Who's Number One (WNO), onde lutadores chegaram a recusar ofertas de dezenas de milhares de dólares por exigirem valores na casa dos seis dígitos.

Segundo o gerente da FloGrappling, essa expectativa financeira foi moldada por precedentes históricos de mercado, citando diretamente os acordos contratuais de estrelas como Gordon Ryan no passado. Para Kovacs, a proporção entre o retorno comercial gerado por nomes de enorme peso midiático e o restante do plantel de atletas profissionais criou uma distorção financeira difícil de ser replicada por novas organizações.

A realidade financeira do UFC BJJ

Ao analisar a entrada do Ultimate no cenário de torneios de grappling, Kovacs demonstrou ceticismo quanto à lucratividade dessas empreitadas. Utilizando estimativas baseadas em custos operacionais de produção e em projeções de assinaturas e vendas de pay-per-view, o executivo garantiu que o modelo atual gera perdas financeiras.

Para o dirigente, mesmo organizações com ampla base de dados e alcance global enfrentam dificuldades para cobrir os altos custos de produção e premiação com as receitas geradas pelas transmissões e venda de ingressos, reforçando que o mercado de lutas agarradas ainda busca um formato economicamente viável a longo prazo.

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