Helena Crevar Finaliza Sarah Galvão com Aoki Lock e Fatura os US$ 100 Mil da Chave Feminina do CJI 2
Helena Crevar venceu Sarah Galvão por finalização na final da chave feminina de US$ 100 mil do Craig Jones Invitational 2 (CJI 2), disputada no fim de semana de 30 e 31 de agosto de 2025, no Thomas & Mack Center, em Las Vegas. Crevar aplicou um Aoki lock aos 2min31 do terceiro round, encerrando um confronto equilibrado entre duas das principais jovens promessas do Jiu-Jitsu mundial.
Assista à luta completa:
Vídeo: The B-Team
A chave, a primeira da história do CJI a distribuir US$ 100 mil entre atletas mulheres, reuniu quatro nomes de peso: Crevar, Sarah Galvão, e as então campeãs do ADCC Adele Fornarino e Ana Carolina Vieira. Crevar avançou à final ao vencer Fornarino por decisão apertada, enquanto Galvão surpreendeu ao superar Vieira nas semifinais.
Na decisão, Galvão impôs seu jogo característico de pressão e passagem nos primeiros rounds, mas Crevar se manteve à frente no placar dos juízes com ataques de perna e defesa sólida. No terceiro round, após um grande takedown de Galvão, a atleta da Atos acabou caindo em um ataque de perna preciso de Crevar, que fechou a chave e faturou o prêmio.
Helena Crevar venceu Sarah Galvão por finalização na final da chave feminina de US$ 100 mil do Craig Jones Invitational 2 (CJI 2), realizado no fim de semana de 30 e 31 de agosto de 2025, no Thomas & Mack Center, em Las Vegas. Crevar aplicou um Aoki lock aos 2min31 do terceiro round, fechando um confronto equilibrado que colocou frente a frente duas das maiores jovens promessas do Jiu-Jitsu atual.
A decisão marcou a primeira vez na história do CJI que uma chave feminina distribuiu US$ 100 mil entre as competidoras — o maior prêmio já pago em um evento de Jiu-Jitsu feminino. Quatro nomes de peso disputaram o bracket: Crevar, Sarah Galvão, e as então campeãs do ADCC Adele Fornarino e Ana Carolina Vieira.
Nas semifinais, Crevar superou Fornarino, bicampeã do ADCC, por decisão apertada dos juízes, apoiada em ataques de perna e pressão constante na passagem de guarda. Do outro lado da chave, Galvão, filha de Andre Galvão e representante da Atos, protagonizou a surpresa do evento ao dominar Vieira com arrastões apoiados na grade e controle de costas prolongado, avançando à decisão com moral em alta.
Na final, o confronto teve um início equilibrado, com Galvão impondo seu estilo característico de pressão e passagem de guarda logo nos primeiros dois rounds. Ainda assim, Crevar se manteve à frente no placar dos árbitros, segurando o ataque de passagem da rival com ameaças de chaves de perna. No início do terceiro round, Galvão teve seu melhor momento da noite ao converter uma queda importante, mas acabou caindo justamente no ataque de perna afiado de Crevar, que fechou o Aoki lock e selou a vitória.
O duelo já vinha carregado de rivalidade. Antes do CJI 2, Crevar havia perdido para Galvão em uma luta anterior de gi, o que deu à final de Las Vegas um contorno de revanche. As duas atletas, ambas com apenas 18 e 19 anos à época, já haviam superado campeãs consagradas do ADCC nas fases anteriores da chave, reforçando que a disputa entre elas não era mais sobre "promessas emergentes", e sim sobre quem estava, naquele momento, no topo do jogo feminino.
Crevar, que integrava a equipe New Wave e contava com o suporte técnico do lendário John Danaher, chegava embalada por resultados expressivos em outros circuitos de peso — incluindo títulos no Polaris e no WNO (Who's Number One). Galvão, por sua vez, carregava o peso de ser filha de um dos nomes mais respeitados da história do Jiu-Jitsu e vinha de uma campanha de ascensão rápida no cenário competitivo internacional.
Nos dois primeiros rounds, Galvão ditou o ritmo, aplicando sua pressão de passagem característica e forçando Crevar a trabalhar defensivamente por boa parte do tempo. Ainda assim, Crevar conseguiu equilibrar o combate através de ameaças constantes de ataques de perna, o suficiente para se manter à frente nos cartões dos juízes mesmo sem controle dominante de posição.
O terceiro round trouxe a virada mais dramática do confronto. Galvão abriu o período com uma queda de impacto, seu melhor momento da luta, sinalizando que buscaria reverter a desvantagem no placar através de mais um período de pressão em cima. No entanto, ao tentar consolidar a posição, ela se expôs a um ataque de perna preciso de Crevar, que aproveitou a brecha para isolar a perna e fechar o Aoki lock, forçando a rendição aos 2min31 do round.
Tecnicamente, o fator decisivo foi a capacidade de Crevar de transformar defesa em oportunidade. Mesmo cedendo o controle posicional a Galvão em boa parte da luta, ela manteve os ataques de perna como ameaça constante — e foi justamente esse padrão que converteu o momento de pressão de Galvão no terceiro round em uma finalização. A queda que deveria ter sido o ponto de virada para Galvão acabou sendo o gatilho para o desfecho da luta a favor de Crevar.
Com a vitória, Crevar embolsou os US$ 100 mil da chave feminina e reforçou sua coleção de títulos relevantes do circuito, somando conquistas no Polaris, no WNO e agora no CJI, tudo isso antes de completar 19 anos. O resultado também deu a ela a revanche simbólica sobre Galvão, equilibrando o histórico de confrontos entre as duas.
Para Galvão, apesar da derrota, o torneio serviu como vitrine: a vitória sobre uma campeã do ADCC nas semifinais e a atuação equilibrada na final confirmaram sua chegada definitiva ao topo da divisão feminina.
A final da chave feminina do CJI 2 simbolizou um marco financeiro e competitivo para o Jiu-Jitsu feminino, unindo o maior prêmio já distribuído em um evento do gênero a um nível técnico equivalente ao das principais disputas masculinas do esporte. Crevar e Galvão saíram do confronto reconhecidas não mais como duas atletas promissoras, mas como as duas principais referências de sua geração — uma rivalidade que, pelo nível técnico exibido, tende a se repetir em outros palcos do Jiu-Jitsu de alto nível.
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