
Faixa-preta Bruno Formiga e atleta Cauã Amaral são investigados por denúncias de abuso sexual no Rio de Janeiro
BJJEE
A Polícia Civil do Rio de Janeiro conduz investigações sobre denúncias de abuso sexual envolvendo o faixa-preta de Jiu-Jitsu Bruno Leonardo Reis de Souza, de 42 anos, amplamente conhecido como Bruno Formiga, e o atleta Cauã Magalhães Amaral. Os processos tramitam sob rigoroso sigilo judicial, e nenhum dos investigados foi formalmente indiciado pela polícia ou denunciado pelo Ministério Público até o momento.
Investigação e acusações contra Bruno Formiga
Bruno Formiga comanda a Escola Bruno Formiga de Jiu-Jítsu, localizada no bairro da Tijuca, na Zona Norte carioca. As apurações tiveram início a partir de relatos de duas ex-alunas. A primeira denunciante, atualmente com 26 anos, relatou às autoridades que o professor utilizava técnicas de treinamento e imobilizações para realizar contato físico indesejado. Ela também afirmou ter sofrido assédio após ingerir bebida alcoólica durante uma viagem da equipe a São Paulo em maio de 2025, ocasião em que Formiga teria lhe fornecido pílula do dia seguinte no dia posterior.
A segunda denunciante levou o caso às autoridades no final de agosto de 2026, aos 17 anos, reportando incidentes ocorridos quando tinha 16 anos. De acordo com os relatos de ambas, as objeções apresentadas na época eram rotuladas como mal-entendidos ou brincadeiras, e as alunas relataram ter enfrentado dificuldades para permanecer na academia após os episódios.
Medidas protetivas e acusações envolvendo Cauã Amaral
A denúncia da aluna mais jovem também atinge Cauã Magalhães Amaral, atleta vinculado à equipe. Ela acusa o praticante de agressões que teriam ocorrido em duas ocasiões: em dezembro de 2025 e durante uma viagem de torneio a Portugal em janeiro de 2026. O pai da adolescente informou à polícia que autorizou a viagem internacional somente após receber garantias de Bruno Formiga de que haveria acomodações separadas para homens e mulheres da delegação. A denúncia formal da família foi registrada no início de fevereiro de 2026.
Diante do cenário, o juiz João Zacharias de Sá determinou em abril de 2026 medidas protetivas em favor da adolescente contra ambos os investigados, com base na Lei Henry Borel. Em sua decisão, o magistrado pontuou que a medida possui caráter estritamente protetivo e também resguarda os investigados, ao vedar qualquer possibilidade de contato que possa ser interpretada como tentativa de influência, pressão ou intimidação durante as diligências.
Posição da defesa
O advogado Pedro Santiago, responsável pela defesa jurídica de Bruno Formiga e Cauã Amaral, refuta integralmente todas as acusações. Segundo o representante legal, as denunciantes divulgaram apenas recortes de uma investigação sigilosa, omitindo evidências e testemunhos que favoreceriam os clientes. A defesa também contesta o status de instrutor atribuído a Amaral e sustenta que a relação mantida com a adolescente ocorreu de maneira consensual.
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