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A curiosa suspensão do medalhista do ADCC Marlon Tajik
Notícia · Swedish Open

A curiosa suspensão do medalhista do ADCC Marlon Tajik

Redação AlohaBJJ · Edição: Lucas Percegoni RochaPublicado em 02 out 20262 min de leitura

A audácia de um jovem competidor na Suécia

O caminho de Marlon Tajik até o topo do jiu-jitsu mundial inclui um capítulo bastante inusitado de sua adolescência. Conhecido atualmente como medalhista de prata do ADCC, Tajik começou a treinar jiu-jitsu japonês tradicional aos sete anos de idade, migrando para o jiu-jitsu brasileiro por volta dos 11 anos. Aos 14 anos, no entanto, o jovem prodígio já enfrentava problemas com a falta de adversários na sua faixa etária local, vencendo repetidamente os mesmos oponentes mesmo após encarar viagens de carro de até seis horas para participar de torneios.

Inconformado com a situação, Tajik e seu pai tomaram uma decisão drástica: competir na categoria juvenil contra atletas de 16 e 17 anos. Para burlar as regras, o plano envolveu vestir uma faixa azul — embora ele ainda fosse faixa-verde — e alterar o seu ano de nascimento no sistema Smoothcomp de 2003 para 2001. Segundo o atleta relatou em entrevista ao BJJEE, a manobra funcionou por um bom tempo, com oficiais de torneio reconhecendo-o e pulando checagens de identidade na pesagem, permitindo que ele vatesse todos os eventos daquele ano contra oponentes maiores e mais experientes.

A descoberta, a punição e o impacto psicológico

O esquema chegou ao fim quando antigos companheiros de equipe e outros competidores começaram a reconhecê-lo nos torneios, levando alguém a denunciar a discrepância à Federação Sueca de Jiu-Jitsu. No seu último evento antes da sanção entrar em vigor, Tajik admitiu a verdade e foi autorizado a competir naquele dia como faixa-verde, mas acabou punido com um ano de suspensão das competições na Suécia, acompanhado de um aviso severo de que qualquer reincidência resultaria em banimento vitalício.

A repercussão da suspensão atingiu o atleta de forma dura. Sem poder competir, Tajik perdeu o interesse pelos treinamentos e passou a faltar às aulas para jogar videogame e sair com amigos, chegando a se esconder do próprio treinador para evitar os treinos de luta agarrada.

A bronca do pai e o retorno às origens

A reviravolta na atitude do jovem aconteceu cerca de duas semanas antes do Swedish Open, após uma discussão acalorada com seu pai. Cansado da postura do filho, o pai de Tajik cobrou uma mudança de comportamento, o que gerou uma resposta desafiadora do atleta, que afirmou que iria competir e vencer todos no evento. Seu pai prontamente o inscreveu na divisão adulta, em uma categoria de peso acima da de seus amigos, sem margem para evitar os desafios reais.

Para os fãs que acompanham a trajetória de elite do lutador, é possível conferir toda a sua técnica e desempenho em alto nível, como demonstrado no confronto Marlon Tajik vs Pouya Rahmani no Campeonato Mundial do ADCC, disponível para os entusiastas da modalidade assistirem e analisarem as atuações do atleta que hoje brilha no cenário internacional.

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